JSD

-a +A

39º aniversário do PPD/PSD em Pombal

04 de Maio

Ler Artigo
Pedro Passos Coelho em Pombal

39º aniversário do PPD/PSD em Pombal

Com a presença de cerca de 800 pessoas entre elas o líder nacional do partido, e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

O Partido Social Democrata comemorou este ano os seus 39 anos de existência, a construir Portugal, no Centro Municipal de Exposições, Expocentro, na cidade de Pombal, distrito de Leiria. Pombal foi o local escolhido para acolher este grande evento do PSD, já que é um bastião social-democrata, em que há mais de vinte anos o PSD não perde quaisquer eleições, autárquicas, legislativas, europeias e presidenciais, sendo o maior concelho social-democrata do distrito de Leiria, onde o partido tem maior votação. Estas comemorações simbolizam ainda e coincidem com o primeiro ano de mandato da renovada concelhia local do PSD, agora liderada pelo jovem Deputado à Assembleia da República, Pedro Pimpão, que tem imprimido na estrutura um dinamismo ímpar, que há muito não se verificava.

Mais de 800 pessoas, de entre militantes e simpatizantes do PSD, marcaram presença no almoço de aniversário, que contou também com as presenças de dezenas de autarcas de todo o país, donde se destaca a presença do Presidente da Associação Nacional de Municípios e Presidente da Mesa do Congresso do PSD, Fernando Ruas, de dezenas de candidatos a Presidentes de Câmara provindos de todo o país, bem como de vários membros do governo, tais como os ministros Miguel Macedo e Miguel Poiares Maduro e os Secretários de Estado António Leitão Amaro, Pedro Lomba e Castro Almeida. Também os eurodeputados Carlos Coelho e Maria da Graça Carvalho compareceram. Muitos outros dirigentes nacionais, distritais e locais do partido marcaram presença, como Jorge Moreira da Silva e Matos Rosa.

Todos aguardaram a chegada do Presidente do Partido e Primeiro-Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, que foi recebido num ambiente efusivo e entusiástico, com muitas centenas bandeiras do PSD e de Portugal levantadas pelos presentes, ao som do hino do partido.

As honras da casa foram feitas pelo Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, que há 20 anos lidera o município. Este foi o primeiro a intervir para destacar o sentido de estado e a dignificação da causa pública de que todos os que exercem cargos políticos nunca devem esquecer ou abdicar, lembrando para isso os princípios que nortearam a fundação do PPD em 1974. Com um discurso muito virado para aquilo que deve ser o exemplo dado pelos actores políticos, não deixou de responsabilizar o PS pelo estado a que conduziu o nosso país, deixando nas mãos do PSD a salvação da pátria. Narciso Mota aproveitou ainda a ocasião para garantir o seu apoio ao candidato do PSD à Câmara Municipal de Pombal, Diogo Mateus.

A segunda intervenção da tarde coube precisamente a Diogo Mateus, que representa uma nova geração de autarcas que nascerá com as próximas eleições autárquicas. Começou por se dirigir a Passos Coelho enaltecendo a coragem que tem tido no exercício da sua governação e referindo que preenche as quatro virtudes que os homens têm identificado para existir: fortaleza, temperança, justiça e prudência. Considerando que há poucas coisas mais solitárias que a actividade política e que nesse sentido pensa muitas vezes em Pedro Passos Coelho. Entrando na temática dominante das autárquicas não quis deixar de frisar o nome de Narciso Mota, como incontornável no desenvolvimento do concelho de Pombal nos últimos anos. Disse que os próximos anos devem servir para uma aposta séria na agricultura e florestas, na economia, no apoio aos mais necessitados e essencialmente no desenvolvimento das pessoas. Desejou sucesso a todos os candidatos às próximas autárquicas, considerando que “com o exemplo dos candidatos sabemos ganhar a confiança dos eleitores”. Terminou citando uma recente frase do Papa Francisco “o verdadeiro poder é o serviço”. 

Uma pausa foi feita no período de intervenções para os presentes serem brindados com um filme sobre a história do nascimento do PPD/PSD. Posto isto, usou da palavra o Presidente da Distrital de Leiria do PSD, Fernando Costa, que no estilo que lhe é característico começou por elogiar o anfitrião Narciso Mota, que dirige uma câmara com uma situação financeira invejável, e que na opinião de Fernando Costa é um exemplo para todos os autarcas do país, que com autarcas desta estirpe não seriam necessários programas de apoio aos municípios quase insolventes. Destacou ainda a dignidade democrática que falta ao PS, que trouxe a Troika para Portugal. E apelou ainda ao Primeiro-Ministro para cortar mais nas mordomias do estado, das autarquias, das empresas públicas, incitando-o a ter coragem e avançar com a lei do enriquecimento ilícito e alterando a lei do IRS para os municípios, não acabando com o IMT, mas sim reduzindo o IMI, protegendo assim os mais vulneráveis. Foi incontornável não abordar a sua candidatura a Loures, que disse ter enfrentado a bem dos lourenses, que pagam impostos altíssimos, devido a uma dívida exorbitante contraída pelos anteriores executivos, em muito incrementada pelas mordomias e vícios instalados, garantindo ir para Loures baixar impostos, sem pedir nada a ninguém.

Hugo Soares foi o orador que se seguiu, o líder da JSD quis começar por dizer que o governo contará sempre com a JSD a seu lado para mudar Portugal e para construir um novo futuro. Considerou que a reforma do estado vai muito para além daquilo que foi anunciado e destacou algumas daquelas que são as lutas que a JSD encarará nos tempos que se avizinham, dizendo não se admitir que haja em Portugal reformas de 200 ou 300 euros e outras de 6 ou 7 mil euros, senso imperioso estabelecer um tecto máximo para as reformas. Deixou claro que é necessário moralizar a vida pública e que nesse sentido não podem os gabinetes governamentais continuar a contratar grandes sociedades de advogados, quando têm nas universidades esse conhecimento necessário. Apontou ainda a criação de um conselho de ética a funcionar a par da Assembleia da República para arguir as incompatibilidades dos deputados, não deixando de focar umas das principais bandeiras da JSD, a revisão constitucional, em que a justiça geracional deve ser salvaguardada, impondo-se um tecto ao endividamento público. Como não poderia deixar de ser o flagelo do desemprego jovem também esteve presente no seu discurso, bem como a imprescindível criação de oportunidades para esta geração. Terminou confessando que acredita que o PSD vai ganhar as próximas autárquicas porque tem os melhores candidatos.

A intervenção do representante dos TSD lembrou os ideais da social-democracia e as motivações e princípios que estiveram por base ao nascimento do PPD/PSD. Considerou ser importante trabalhar para construir um novo rumo para o país, assente numa nova sociedade, num novo contrato social, devendo o governo continuar a trabalhar com esse intuito.

Os Autarcas Social Democratas também usaram da palavra pelo seu Presidente, Pedro Pinto, que começou por lembrar Sá Carneiro, dizendo que nunca será esquecido pelo partido e pelo país, da mesma forma que daqui a uns anos Passos Coelho também será uma personalidade incontornável por ter governado no pior momento da nossa história democrática. Considerando que é necessário voltar a colocar Portugal no rumo do crescimento e sustentabilidade e que só o PSD o poderá fazer, já que não há alternativa, só recursos tácticos dos outros. Incontornável foi destacar o papel das autarquias no desenvolvimento do país, dando como exemplo os resultados alcançados em relação ao abandono escolar, que foram conseguidos graças a políticas de proximidade. Fez alusão ainda à lei das finanças locais e deixou uma palavra para os autarcas que este ano não se podem recandidatar. Terminou dizendo ter a certeza de o PSD vai ganhar as próximas autárquicas, uma vez que os cidadãos são sábios e que nunca iriam premiar o PS, que é o responsável por o governo estar obrigado a seguir estas políticas.

Depois de ser transmitido um vídeo que retratou a história do PSD no poder local e a forte implantação que tem no terreno, subiu ao palco o Presidente do PSD e Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, que foi ovacionado de pé. Passos Coelho começou por se dirigir ao anfitrião Narciso Mota, considerando-o um autarca exemplar, que tem deixado um rasto de muito desenvolvimento em Pombal e é sinónimo de muitas vitórias do PSD. Referindo-se em seguida à política nacional, frisou o papel importante que outros partidos e outras pessoas tiveram na história da nossa democracia, considerando que no presente “fomos escolhidos para liderar o governo na fase mais difícil de Portugal”, cabendo ao PSD abrir o horizonte de esperança a Portugal. Apesar de considerar que há pessoas que se esforçam para amplificar nos espaços televisivos, aquilo que corre menos bem ao governo, é indiscutível que muito foi feito em 2 anos e que isso deve ser reconhecido. Disse que quando o PSD chegou ao governo o Estado gastava mais quase de 10% ao ano daquilo que o país criava de riqueza, tendo o governo reduzido praticamente metade do défice, numa fase particularmente difícil em que há contracção da economia, tendo esse esforço preservado o núcleo essencial do estado social. “Em 2 anos fizemos aquilo que ninguém conseguiu fazer em 15 anos”. Lembrou que quando este orçamento do estado foi aprovado não faltavam vozes a dizer que o mesmo era inexequível e que isso se iria confirmar com a execução orçamental do primeiro trimestre, questionado “onde estão essas vozes agora?’, que considerou querem espalhar o terror no país, incitando à revolta, ao invés de terem sentido de responsabilidade e de dizerem aquilo que fariam para resolver os problemas do país.

Recordando a nossa história económica e financeira do país referiu que nunca Portugal pagou as suas importações em escudos, mas sim em dólares, havendo falta de bens essenciais quando esses dólares escasseavam, rematando que ter moeda própria não significa ter responsabilidade. Colocou como primeiro objectivo da sociedade o acesso aos bens essenciais e à realização pessoal, que só se consegue cumprindo com o pagamento de salários e pensões e para isso “somos nós que temos de resolver os nossos problemas”. Passos Coelho realçou que pela primeira vez em dezenas de anos, no último ano, o país no seu todo, não se endividou perante o exterior, feito só alcançado com o esforço de todos os portugueses. Dizendo que os resultados desse esforço já começam a aparecer e agora temos de mostrar que conseguimos controlar os nossos défices e pagar os nossos empréstimos, ajudando assim a economia a acrescentar valor, uma vez que dentro de ano ficamos sem o financiamento da Troika e urge criar uma janela de esperança, dando confiança aos investidores externos.

O Primeiro-Ministro destacou o amplo consenso que é essencial na sociedade, não devendo a obrigação dos partidos ser contar votos, mas sim apontar soluções para resolver os problemas. Assumiu que o governo está disposto a discutir propostas concretas com todos, negando que o governo alguma vez tenha enveredado pelo “quero, posso e mando”. Afirmando que aqueles que acham que a solução é ficarmos a dever estão enganados, já que a consequência imediata desse comportamento irresponsável sairia demasiado cara ao país, já que faltaria de imediato o dinheiro e que “não estamos aqui para nos auto satisfazer com a desgraça mas sim para a evitar”.

Passos Coelho dirigiu-se aos militantes agradecendo todo o apoio que têm dado, àqueles que no dia-a-dia explicam aquilo que o governo não consegue, os que fazem o partido e o país andar para a frente com muita coragem, merecendo-lhe todo o respeito. Disse que haverá em cada momento gente com mais ou menos vontade mas que “é com os que cá estão que contamos e seguimos em frente”, confessando que “estou preocupado com o meu partido, mas sobretudo com o futuro do meu país”. Referindo-se em seguida ao parceiro de coligação no governo, o CDS/PP, assumiu que por vezes as histórias são diferentes, mas que é saudável que assim seja, dando o exemplo dos muitos governos de coligação existentes na Europa. “Não nos queremos fundir com o CDS, mas trabalhamos todos os dias para procurar as melhores soluções e estes resultados só foram conseguidos com o esforço do CDS”, disse Passo Coelho. Adiantou ainda que há quem identifique problemas entre os partidos da coligação, com os quais ainda nem os próprios tinham sonhado, mas que o importante é “não valorizar aquilo que nos separa, mas aquilo que nos une”, considerando que o empenhamento do CDS/PP tem sido muito. Dirigindo-lhe um abraço caloroso e solidário.

Já a terminar Passos Coelho não deixou de referenciar que em 39 anos o PSD foi sempre o grande partido do poder local e que estes agentes políticos no terreno foram sempre um grande apoio para os tempos de maior responsabilidade. Desejando que o PSD tenha um grande resultado nas próximas eleições autárquicas, diz não duvidar que continuará a ser o grande partido do poder local, com grandes autarcas. E, que ao contrário daquilo que muitos desejam, estas eleições “não vão ser uma espécie de pântano, porque enquanto eu for Primeiro – Ministro não haverá pântanos em Portugal, aconteça o que acontecer!”, terminado dizendo que ninguém vai ficar preso ao passado e para a frente é o futuro.

No fim desta intervenção muito aplaudida pelos presentes, cantou-se em coro o hino nacional, seguindo-se depois o cantar dos parabéns ao PSD, pelos 39 anos que já deu a Portugal e aos portugueses. 

Listagem

Junta-te a nós!

Torne-se militante e contribua para um partido melhor

AGENDA

    Newsletter

    Mantem-te Informado